Soul Musical®
29/01/2012
07/08/2011
Big Bang
Sinceramente, aproveitando um breve momento de parca lucidez, admito: estamos todos fudidos. Se não por doença, velhice, DST, solidão ou loucura, morreremos, certo, ok. Já praticamente aceitamos o fato, apesar da Ciência e toda sua parafernália. Mas, temos nossos descendentes, os quais, apostamos todas as fichas, e acreditamos, com todas as forças, que cada pirralho que vemos brincar na praçinha é a semente do amanhã. Investimos milhões nisso, sempre apostando alto no futuro. Futuro. Algo totalmente incerto e fora de controle. Deve ser por isso que a maioria nem pára pra pensar. E como diz aquela máxima, a voz do povo é a voz de Deus. Enfim, o senso comum, tão esculachado pela Filosofia, começa a fazer realmente algum sentido.
Ficamos nos descendentes, nossa última esperança. Então, começamos a descobrir, que não é apenas nós que morremos. O Sol, vejam vocês, o Astro-Rei, também morre. Antes, claro, ele dilata-se e vai acabar com a última gota de água do nosso Oceano. Sim, isso demorará milhões de anos, e talvez, se tivermos sorte, não teremos acabado com o planeta antes. Ou, tomara, nenhum meteoro esteja em rota de colisão com a Terra. Até lá, imaginamos um planeta como dos Jetsons, com cidades flutuantes, carros voadores e poltronas com 1001 utilidades. E óbvio, os cientistas, esses malditos, já terão descoberto outro planeta habitável para a nossa espécie. Daí é só ir transportando os escolhidos (apocalíptico isso, não?) e o resto, bom, o resto é resto.
Porém, como tudo tem fim, os coitados não terão sossego e assim como Sísifo, procurarão por planetas habitáveis ad aeternum. Até que um dia, há vigesilhões de anos, por fim, viraremos novamente apenas poeira cósmica, esperando por um fabuloso Big Bang.
Conversão
05/08/2011
Siamesas
Minhas irmãs siamesas
acenam ao longe:
Velhice, Solidão e Morte
E são assustadoras.
Preciso fazer algo a respeito
Enquanto ainda é tempo.
06/07/2011
Portas da percepção (Hello, I love You)
Esperta, ela me deu a curva
De GaussDegraus
Daquela escada que sobe e desce
(De quem não me quer, Hein?)
Na turbidez dos olhos graníticos
Descoordenada
Gira os pés
E some
Deixando apenas a malícia da termodinâmica
Em minhas veias.
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