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25 de mai de 2013

O carro do Jorginho e o pequeno Albert

Tudo começou quando, eu, na carona de um amigo, o ouço comentar que o que queria mesmo, era comprar um carro igual ao do Jorginho. Fiquei algum tempo pensando, por que trocar um carro relativamente novo e em perfeito estado, por outro e, afinal, quem era esse tal de Jorginho?
- O Jorginho, da novela.
Caí na gargalhada. Não fazia ideia, mesmo. Porém, depois do episódio, meu cérebro passou a prestar mais atenção e reparar nisso e cheguei mesmo a ouvir de um motorista do ônibus para o cobrador, a mesma sentença. E, por fim, percebi que a cidade estava repleta de carros do Jorginho.
O pessoal da propaganda&marketing se superou desta vez, pensei. Atingiram um público mais resistente às novelas, por tradição, tocando em seu ponto nevrálgico: automóveis. Deveras, o alcance da telenovela brasileira é imenso, modificando até sonhos da velhice, como o das idosas que morreram em um acidente de balão na Turquia.
Paralelamente, lia sobre a evolução da Psicologia e encontrei um texto sobre o behaviorista do início do séc. XX, John Watson, da Carolina do Sul, EUA. Watson defendia a teoria de aprendizagem por estímulo-resposta, direcionando a psicologia em prever e controlar o comportamento. Depois de sua experiência com militares durante a I Guerra Mundial, Watson direcionou seus experimentos com animais, para humanos.
Assim, iniciou uma série de experimentos com “Albert B.”, um bebê de nove meses, selecionado em um hospital infantil. O objetivo do trabalho era determinar se era possível ensinar uma criança a sentir medo de um animal, apresentando-o repetidas vezes a um barulho alto e assustador, além de saber se esse medo podia ser extrapolado para objetos semelhantes, se era temporário ou não.
Nessas experiências, Watson provou que as emoções humanas são suscetíveis ao condicionamento clássico, podia ser controlado e modificado. Mas, não conseguiu concluir se era de fato, duradouro, pois a mãe de Albert o retirou do hospital.
Watson afirmou: “Dêem-me uma dúzia de crianças saudáveis e bem formadas e meu método específico para criá-las: garanto que posso escolher aleatoriamente qualquer uma e treina-la para se tornar qualquer tipo de especialista – médico, advogado, artista, comerciante e, sim, mesmo mendigo e ladrão -, independente de talentos, aptidões, tendências, habilidades, vocações e raça de seus ancestrais”.
Depois de um escândalo amoroso com sua assistente (ele era casado), Watson renunciou ao cargo e partiu para a carreira de...PUBLICITÁRIO, onde, óbvio, obteve grande sucesso, demonstrando que as pessoas podem ser induzidas a comprar produtos pela imagem e não pelo conteúdo.

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