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5 de nov de 2008

Lírico


De tanto observar encontros vocálicos, ditongos e até tritongos, veja você, o Ponto de Exclamação através de um casal amigo em comum, os Parênteses, conheceu a Vírgula.
Ela era muito ocupada, porém se dava breves pausas para um descanso, foi onde aceitou o convite efusivo do Ponto de Exclamação e foram passear nas entrelinhas, para uma xícara de mesóclise.
A cada frase da Vírgula, o Ponto de Exclamação pontuava com um "Ohhh!" "Ahhhh!!!!", e seguia maravilhado pela companhia serena da Vírgula e esta, por sua vez, pela melodia e entusiasmo da presença dele. E desde então, passaram a se encontrar mais e mais.
O Ponto de Exclamação cada vez mais efusivo e não se contendo mais em si, decidiu, após uma bela tarde num soneto, pedir a mão da Vírgula. Ela, com olhos raso d'água, disse que não poderia aceitar e entre pausas chorosas, contou-lhe que conheceu, num conto épico, um radical latino que lhe tomou o coração e que tudo foi uma preposição acidental e sentia imensamente.
O Ponto de Exclamação se retirou, em grau diminutivo. Pensou em todos os superlativos absolutos sintéticos eruditos que havia dito. E conclui, imperativo, em dar um ponto final.
Um dia, sem querer, esbarrou com a Crase, e ao vê-la sorrir, apaixonou-se de súbito e perdidamente.

4 comentários:

  1. É, dear... Cuecas são volúveis, sejam eles humanos, ou meramente figurativos.

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  2. Gostei Sheyla, safada essa virgula, não ?
    sdosjdoisjd
    beejo

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  3. Sim, se não fosse ela, teria considerado que me chamaste de safada. =p

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  4. siudysdsiudysd, deixa isso pro msn ! sodsodusodisd
    adoro ♥

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Tua vez, aproveite.