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15 de fev de 2009

Das rosas




Das rosas que mandastes
pelo correio com cartão e eticéteras
e que gostei tanto,
restou apenas uma.
As outras, coloquei no lixo, junto com os eticéteras.
Ao invés delas, tu poderias ter vindo, sem cartão, sem palavras impressas, sem aquele eticétera todo de sempre.
E de todas elas, a que ficou, era mais parecida comigo:
opaca, coberta por teias de aranha e de velhos espinhos.

2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Sheyla, obrigada pela sua passagem ao cubo! E, assim como a música, as palavras têm mesmo o poder de transformar as descobertas em travessias encantadoras! Inclusive, suas velhas palavras novas também!

    Um abraço!

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Tua vez, aproveite.